Brasileiros não têm costume de poupar dinheiro, diz pesquisa

Dados divulgados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que o consumidor brasileiro não possui o hábito de poupar dinheiro. Segundo o levantamento, mesmo aqueles que possuem renda superior a cinco salários mínimos (R$ 4.690), apenas 30% terminaram o último mês de novembro com dinheiro sobrando. Outras 66% terminaram o mês sem sobras no orçamento e 4% não souberam/não responderam.
A proporção de poupadores fica ainda menor quando a amostra é ampliada para a população de todas as classes sociais: apenas 20% conseguiram encerrar novembro com um “respiro” no orçamento. A média entre os que conseguiram guardar dinheiro (e sabem quanto guardaram), está em R$ 400,57.
Os motivos apontados para a reserva de dinheiro pelos poupadores foram: Reserva para lidar com eventual doença ou morte na família (34%); Garantia de bem-estar dos familiares no futuro (32%); Segurança em situação de desemprego (28%); e aposentadoria (11%).

Poupança ainda é a preferida

A pesquisa também revelou que a poupança ainda é o investimento preferido dos poupadores, com 60% das menções, seguida dos que guardam dinheiro em casa (18%) e daqueles que preferem fundos de investimento (13%).
O Tesouro Direto, citado por 4% dos entrevistados, é conhecido por cerca de 79% daqueles que não usam a poupança, contra 61% da previdência privada.
Com informações da Agência Brasil