Pesquisa mostra que 36% dos brasileiros buscaram renegociar dívidas com seus credores

O Brasil ainda vive uma crise. Milhões de pessoas estão desempregadas e, consequentemente, muitas delas se viram mergulhadas nas dívidas. Isso não quer dizer, entretanto, que o desejo seja o de permanecer assim.

Segundo pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), cerca de 36% dos inadimplentes buscam algum tipo de acordo com seus credores para limpar o nome e regularizar as contas.

O segundo recurso citado foi promover cortes no orçamento (24%), seguido pela geração de renda extra (18%) e do uso do 13º salário (11%). Contrair um empréstimo consignado apareceu como opção para 8% dos entrevistados.

Motivação

A maioria dos entrevistados (72%) buscou a renegociação das dívidas após ter o CPF negativado, com 45% deles procurando a empresa e outros 27% sendo procurados pela entidade credora.

Meios

A renegociação ainda acontece majoritariamente por meio do telefone, principalmente em casos de negociação de dívidas de cartão de crédito e TV por assinatura (55%), financiamento de automóveis (53%) e contas de telefone (49%). Outros meios citados foram a conversa pessoal e as ferramentas digitais.

Redução

A pesquisa, que ouviu 800 consumidores inadimplentes ou que estiveram nesta situação nos últimos 12 meses, ainda trouxe um alento: a dívida média total dos brasileiros caiu de R$ 2.900 para R$ 1.500 em um ano. A causa principal continua sendo o desemprego.

Com informações do SPC